domingo, 20 de dezembro de 2015

NT: Porções do NT na Língua Yanomami


Porções do Novo Testamento
na Língua Yanomami



Yanomami - Toototobi, Roraima (1996). 

Foto: Michel Pellanders/ Hollandse Hoogte.


Assista ao Filme Jesus na Língua Yanomami
Dialeto Ninam (Brasil)




   
Assista ao Filme Jesus na Língua Yanomamö 
(Venezuela)






Áudio-Texto do Novo Testamento na Língua Yanomamö (Venezuela)
 Ouça e Leia 
Novo Testamento na Língua Yanomamö (Venezuela)
Direitos autorais do Novo Testamento - Edição 2008
Este áudio da Bíblia é trazido a você por Margaret Jank
2007 Margaret Jank
Este texto da Bíblia é trazido a você por Margaret Jank
2008 Margaret Jank






Recursos na Língua Yanomami: dialeto Palimi Teri (Brasil)

1. Criação 1 (3:33 min.)

2. Atributos de Deus (1:00 min.)

3. Criação 2 (2:59 min.)

4. Jesus nos salvou com o Seu Sangue (1:31 min.)

5. Barrabás (4:05 min.)

6. Jesus nos ama (0:35 min.)

7. A Ressurreição (3:34 min.)

8. Canção (A partir de “House on the Rock”) (0:59 min.)

9. A Vida de Cristo (3:35 min.)

10. Deus enviou seu Filho (1:30 min.)

11. A Vida de Cristo (4:01 min.)

12. Deus é Bom (0:34 min.)

13. Curando o homem coxo (3:35 min.)

14. O que a Palavra de Deus diz (1:32 min.)

15. As palavras sobre o céu (3:26 min.)

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Abertura da Assembléia Geral Yanomami. À direita, o líder Davi Kopenawa (com Raimundo Yanomami). Aldeia Demini, 11/12/2000.


O Evangelho entre os Yanomami - Conplei.


Yanomami
Outros nomes: Yanoama, Yanomani, Ianomami
Onde estão e quantos são: RR, AM 19.338 (DSEI - Sesai, 2011); Venezuela 16.000 (2009)
Família linguística: Yanomami
Dialetos: Jauari (Aica, Joari, Yoari), Kohoroxitari, Nanomam (Karime), Xamatari, Yanamam (Patimitheri, Waika), Yanomam (Guadema, Naomam, Wadema, WAREMA), Yanomay (Toototobi).


Detalhe da oca Balaú (AM). Foto: Carlo Zacquini, 1994.


Introdução
Kami Yamaki Urihipë: “Nossa Terra-Floresta”
Para os Yanomami, urihi, a terra-floresta, não é um mero espaço inerte de exploração econômica (o que chamamos de “natureza”) Trata-se de uma entidade viva, inserida numa complexa dinâmica cosmológica de intercâmbios entre humanos e não-humanos. Como tal, se encontra hoje ameaçada pela predação cega dos brancos. Na visão do líder Davi Kopenawa Yanomami:


O líder Davi Kopenawa Yanomami recebe
o prêmio Global 500 da ONU.


"A terra-floresta só pode morrer se for destruída pelos brancos. Então, os riachos sumirão, a terra ficará friável, as árvores secarão e as pedras das montanhas racharão com o calor. Os espíritos xapiripë, que moram nas serras e ficam brincando na floresta, acabarão fugindo. Seus pais, os xamãs, não poderão mais chamá-los para nos proteger. A terra-floresta se tornará seca e vazia. Os xamãs não poderão mais deter as fumaças-epidemias e os seres maléficos que nos adoecem. Assim, todos morrerão."



Vista aérea da aldeia Demini do povo Yanomami, Amazonas.
Foto: Marcos Wesley - CCPY, 2005.




Localização e população
Os Yanomami formam uma sociedade de caçadores-agricultores da floresta tropical do Norte da Amazônia cujo contato com a sociedade nacional é, na maior parte do seu território, relativamente recente. Seu território cobre, aproximadamente, 192.000 km², situados em ambos os lados da fronteira Brasil-Venezuela na região do interflúvio Orinoco - Amazonas (afluentes da margem direita do rio Branco e esquerda do rio Negro). Constituem um conjunto cultural e linguístico composto de, pelo menos, quatro subgrupos adjacentes que falam línguas da mesma família (Yanomae, Yanõmami, Sanima e Ninam). A população total dos Yanomami, no Brasil e na Venezuela, era estimada em cerca de 35.000 pessoas no ano de 2011.


Preparando a pupunha para festa, aldeia Demini, Terra Indígena Yanomami, Amazonas. 
Foto: Kristian Bengtson, 2003.


No Brasil, a população Yanomami era de 19.338 pessoas, repartidas em 228 comunidades (Sesai, 2011). A Terra Indígena Yanomami, que cobre 9.664.975 hectares (96.650 km²) de floresta tropical é reconhecida por sua alta relevância em termo de proteção da biodiversidade amazônica e foi homologada por um decreto presidencial em 25 de maio de 1992.


Nome
O etnônimo "Yanomami" foi produzido pelos antropólogos a partir da palavra Yanomami que, na expressão Yanomami thëpë, significa "seres humanos". Essa expressão se opõe às categorias yaro (animais de caça) e yai (seres invisíveis ou sem nome), mas também a napë (inimigo, estrangeiro, "branco"). 


Yanomami com as cinzas dos parentes vitimados no Massacre de Haximu. 
Foto: Carlo Zacquini, 1993.


Os Yanomami remetem sua origem à copulação do demiurgo Omama com a filha do monstro aquático Tëpërësiki, dono das plantas cultivadas. A Omama é atribuída a origem das regras da sociedade e da cultura Yanomami atual, bem como a criação dos espíritos auxiliares dos pajés: os xapiripë (ou hekurapë). O filho de Omama foi o primeiro xamã. O irmão ciumento e malvado de Omama, Yoasi, é a origem da morte e dos males do mundo.


Os brancos: napëpë
Uma narrativa mítica ensina que os estrangeiros devem também sua existência aos poderes demiúrgicos de Omama. Conta-se que foram criados a partir da espuma do sangue de um grupo de ancestrais Yanomami levado por uma enchente após a quebra de um resguardo menstrual e devorado por jacarés e ariranhas. A língua "emaranhada" dos forasteiros lhes foi transmitida pelo zumbido de Remori, o antepassado mítico do marimbondo comum nas praias dos grandes rios.


Índios Yanomami na rodovia federal BR-210, também conhecida como Perimetral Norte, Terra Indígena Yanomami.
Foto: Bruce Albert, 1976.


Para chegar a esta inclusão dos brancos numa humanidade comum, ainda que oriunda de uma criação "de segunda mão", os antigos Yanomami tiveram que viver um longo tempo de encontros perigosos e tensos com esses estranhos, que passaram a chamar de napëpë (“estrangeiros, inimigos”). De fato, a primeira visão que tiveram dos brancos foi de um grupo de fantasmas vindo de suas moradias nas "costas do céu" com o escandaloso propósito de voltar a morar no mundo dos vivos (a volta dos mortos é um tema mítico e ritual particularmente importante para os Yanomami).


Piloto de helicóptero da Força Aérea Brasileira na remoção de mulher Yanomami doente da Oca Hemosh para o posto médico de Surucucus.


Os antigos Yanomami
Por não possuírem afinidade genética, antropométrica ou lingüística com os seus vizinhos atuais, como os Ye'kuana (de língua karíb), geneticistas e linguistas que os estudaram deduziram que os Yanomami seriam descendentes de um grupo indígena que permaneceu relativamente isolado desde uma época remota. Uma vez estabelecido enquanto conjunto linguístico, os antigos Yanomami teriam ocupado a área das cabeceiras do Orinoco e Parima há um milênio, e ali iniciado o seu processo de diferenciação interna (há 700 anos) para acabar desenvolvendo suas línguas atuais.


Trabalho diário de mulher Yanomami - Oca Toototobi (RR).


Segundo a tradição oral Yanomami e os documentos mais antigos que mencionam este grupo indígena, o centro histórico do seu habitat situa-se na Serra Parima, divisor de águas entre o alto Orinoco e os afluentes da margem direita do rio Branco. Essa é ainda a área mais densamente povoada do seu território. O movimento de dispersão do povoamento Yanomami a partir da Serra Parima em direção às terras baixas circunvizinhas começou, provavelmente, na primeira metade do século XIX, após a penetração colonial nas regiões do alto Orinoco e dos rios Negro e Branco, na segunda metade do século XVIII. A configuração contemporânea das terras Yanomami tem sua origem neste antigo movimento migratório.


Sessão de inalação do pó alucinógeno yãkõana Oca Toototobi. 
Foto: Milton Guran, 1991.


Tal expansão geográfica dos Yanomami foi possível, a partir do século XIX e até o começo do século XX, por um importante crescimento demográfico. Vários antropólogos consideram que essa expansão populacional foi causada por transformações econômicas induzidas pela aquisição de novas plantas de cultivo e de ferramentas metálicas através de trocas e guerras com grupos indígenas vizinhos (Karib, ao norte e a leste; Arawak, ao sul e ao oeste), que, por sua vez, mantinham um contato direto com a fronteira branca. O esvaziamento progressivo do território desses grupos, dizimados pelo contato com a sociedade regional por todo o século XIX, acabou favorecendo também o processo de expansão Yanomami.


Pista de pouso para aviões do garimpo Chimarrão, 
região do Alto Rio Mucajaí - RR.


Primeiros contatos
Até o fim do século XIX, os Yanomami mantinham contato apenas com outros grupos indígenas vizinhos.
No Brasil, os primeiros encontros diretos de grupos Yanomami com representantes da fronteira extrativista local (balateiros, piaçabeiros, caçadores), bem como com soldados da Comissão de Limites e funcionários do SPI ou viajantes estrangeiros, ocorreram nas décadas de 1910 a 1940.


Piloto de helicóptero da Força Aérea Brasileira socorre Yanomami doente da Oca Hemosh.


Entre os anos 1940 e meados dos anos 1960, a abertura de alguns postos do SPI e, sobretudo, de várias missões católicas e evangélicas, estabeleceu os primeiros pontos de contato permanente no seu território. Estes postos constituíram uma rede de polos de sedentarização, fonte regular de objetos manufaturados e de alguma assistência sanitária, mas também, muitas vezes, origem de graves surtos epidêmicos (sarampo, gripe e coqueluche).


Oca Yanomami e a pupunha para a festa, aldeia Demini, Terra Indígena Yanomami, Amazonas. Foto: Kristian Bengtson, 2003.




Contato Direto: Hutukara Associação Yanomami


Outras leituras: 
Õkãpomai: A defesa da Terra Indígena Yanomami, especial web produzido por uma parceria entre Hutukara, ISA e Mídia Ninja
Foi genocídio!, por Luciano Mariz Maia
Yanomami discutem seus problemas em Assembleia, carta aberta redigida pela comunidade Watoriki (Demini), sob liderança de Davi Kopenawa Yanomami
Xawara - O ouro canibal e a queda do céu, entrevista com Davi Kopenawa Yanomami

Textos primários:
1. Recursos na língua Yanomam. Nd 2014. Arquivo das Línguas Indígenas da América Latina (AILLA). Oai: ailla.utexas.org: WCA
2. A anta. Um texto Yanomami Thiele, Irma. 1994. Documentos de trabalho do Instituto Linguístico de Verão, University of North Dakota Session. Oai: sil.org: 40099

Recursos lexicais:
1.     Ligados a dados no idioma Crúbadán para yanomami. Kevin Scannell. 2015. A Crúbadán Projeto oai: crubadan.org: WCA

Descrições de idiomas:
1. Glottolog 2.6 Recursos para yanomami. Nd 2015. Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana. Oai: glottolog.org: yano1262
2. PHOIBLE online inventários fonêmicos para Yanomami. Nd 2014. Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária. Oai: phoible.org: WCA
3. Wals Recursos online para yanomami. Nd 2008. Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária. Oai: wals.info: ynm

Outros recursos sobre a língua:
1. Revisão de: Quem fala por Yanomami?, por Frank A. Salamone Headland, Thomas N. 1999. Notas sobre a Antropologia. Oai: sil.org: 1114
2. Quando a epidemia de começar? Headland, Thomas N. 2001. Antropologia News. Oai: sil.org: 699
3. Yanom mi: A língua do Brasil na 2013. SIL International. Oai: ethnologue.com: WCA

Outros recursos na língua:
1. Documentação e descrição de Yanomama de Papiu, uma língua ameaçada Yanomami do Brasil .. Helder Ferreira Perri (depositante); Programa de Documentação Línguas Ameaçadas (patrocinador). start = 2010-01-01; end = 2010-12-31 ;. Línguas Ameaçadas Archive. Oai: elar.soas.ac.uk: 0236

Outros nomes conhecidos e nomes dialectais:
AICA, Guadema, Jauari, Joari, Karime, Kohoroxitari, Nanomam, Naomam, Parahuri, Patimitheri, Surara, Toototobi, Wadema, Waicá, Waika, Warema, Xamatari, Xurima, Yanamam, Yanoam, Yanomam, Yanomamé , Yanomay, Yoari


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