domingo, 24 de fevereiro de 2013

Missão: 3ª Viagem Missionária



Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia 
3ª Viagem Missionária 2012-2013

Confins - MG
Porto Velho – RO
Manaus – AM
São Gabriel da Cachoeira - AM 
Manaquiri - AM


Amigos e Amigas do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia,
Graça e Paz da parte do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!

Com muita alegria e satisfação queremos comunicar os primeiros resultados da 3ª Viagem Missionária do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia, realizada entre os dias 27 de dezembro de 2012 a 30 de janeiro de 2013 nas cidades de Confins, em Minas Gerais; Porto Velho, em Rondônia e ManausSão Gabriel da CachoeiraManaquiri no Amazonas. 
Mais uma vez agradecemos pela calorosa acolhida e pela participação daquelas pessoas que, com um coração amável e desprendido, contribuem para que o futuro que nós queremos seja edificado por meio da doce comunhão que há entre nós.

Sociedade Bíblica do Brasil - SP
Compreendendo a necessidade de preservação e valorização da cultura e tradição indígena nas ações missionárias de evangelização, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia adquiriu o Novo Testamento na Língua Tukano para atender às famílias Tukano e Tukanizados como os Dessana e Tuyúca que habitam as imediações da cidade de Manaus-AM.


O Novo Testamento em Língua Tukano


Como os contatos com os indígenas se deram a partir das famílias Dessana da Reserva de Desenvolvimento Sustentável de São João do Tupé, na e viagens missionárias, procuramos providenciar também o Novo Testamento na Língua Dessana com vistas ao atendimento de cerca de 2028 indígenas da etnia Dessana que habitam terras brasileiras, principalmente ao longo do Alto Rio Negro no Amazonas. 


Como a Sociedade Bíblica do Brasil não dispõe dessa tradução, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia providenciou o texto com editoras e tradutoras estrangeiras e, nessa 3ª Viagem Missionária, tem o prazer e o privilégio de presentear as famílias Dessana de Manaus com o Novo Testamento na Língua Dessana em formato digital e, na próxima Viagem Missionária, com um lindo exemplar encadernado com letras douradas.




Com ações simples e significativas como estas, novas e importantes oportunidades surgirão entre as comunidades indígenas brasileiras, permitindo que o Amor, a Paz e a Justiça sejam espalhadas por toda a Terra, preservando e valorizando a espetacular diversidade etnocultural do nosso país, bem como o direito e a autonomia do povo indígena brasileiro.
  
Confins e Lagoa Santa- MG
Em sua 3ª Viagem Missionária, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia conheceu as cidades de Confins e Lagoa Santa – MG e os registros fósseis daqueles que teriam sido os primeiros habitantes da América Latina e, consequentemente, os verdadeiros ancestrais dos indígenas que hoje compõe aquilo que restou do cenário primitivo latinoamericano em função da torpe ganância branca. 
As cidades de Confins e Lagoa Santa, têm um grande valor histórico e arqueológico, abrigando lagoas e grutas com muitas evidências fósseis, inclusive da "Preguiça Gigante" com mais de três metros de altura, além do “Homem de Lagoa Santa”, um crânio de 12.000 anos descoberto em 1840 por Peter Lund, paleontólogo dinamarquês, na gruta do Sumidouro. 
Confins é referência obrigatória para os estudiosos de Arqueologia, Paleontologia e de formações minerais. As ossadas pré-históricas retiradas das grutas de Confins, Lagoa Santa e Pedro Leopoldo, fazem parte do acervo do Museu de História Natural da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro e do Museu de Copenhague, na Dinamarca, que guarda o crânio que ficou conhecido como “O Homem de Confins”, um exemplar encontrado numa gruta da cidade.



Sociedade Confinense


Na Lapa Mortuária, uma missão arqueológica feita por norte-americanos em 1950 encontrou 44 esqueletos, que hoje também estão no museu do Rio de Janeiro. Talvez o mais importante achado arqueológico de Confins seja o fóssil feminino apelidado de Luzia, encontrado no sítio arqueológico Lapa Vermelha IV, localizado no município de Confins, apenas cerca de 2 km ao norte da cabeceira 16 da pista do Aeroporto Internacional.
Descoberto no início da década de 70 pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, foi datado em 11 mil anos de idade, muito mais antigo do que se presumia possível na América do Sul, e provocou muita controvérsia e o surgimento de novas teorias sobre o povoamento original do continente.
O Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire (CAALE), criado em 1983 pela Prefeitura Municipal de Lagoa Santa, desenvolve e coordena uma política de proteção do patrimônio arqueológico e divulga a pré-história regional através do programa de Educação Patrimonial.
O CAALE é o primeiro núcleo de arqueologia criado em nível municipal no país, oferece apoio institucional e reserva técnica a projetos de pesquisa arqueológica e desenvolve pesquisas de campo para vistorias e levantamentos onde há ocorrência de vestígios arqueológicos. Em parceira com escolas, realiza, há mais de duas décadas, o Projeto “Museu vai à escola”.
Esse projeto objetiva também divulgar os resultados de pesquisas científicas, em especial da região, tornando a comunidade conhecedora do rico patrimônio existente. As ações do CAALE no âmbito da Área de Proteção Ambiental Carste (APA Carste) de Lagoa Santa e do Parque Estadual do Sumidouro são contínuas há mais de duas décadas, e têm como finalidade a divulgação desse valioso patrimônio, visando à sua preservação.



Porto Velho – RO
O Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia chegou à cidade de Porto Velho-RO no dia 27 de dezembro de 2012. No dia seguinte conheceu os locais de maior concentração de pessoas, onde geralmente estão os turistas e, consequentemente aqueles que dependem deles para sobreviver. 



Sociedade Porto-Velhense


O mesmo modelo de exploração, dependência, empobrecimento e consequentes mazelas foi facilmente identificado. Pessoas em situação de rua, alcoólatras e pedintes de todas as idades perambulam pelo centro da cidade, caracterizando o injusto sistema econômico vigente. 




Apesar disso encontramos uma cidade um pouco mais organizada e solidária em relação a outras grandes cidades da Amazônia. Apesar dos recursos limitados, Porto Velho pensa meios e soluções para um mundo melhor.
A cidade gasta boa parte do tempo, buscando minimizar a pobreza e a situação de vulnerabilidade social, principalmente por meio de investimentos no desenvolvimento da economia solidária.
O alcoolismo continua sendo um ponto muito crítico e delicado que inviabiliza o sucesso de qualquer empreendimento em alguns grupos.




O Projeto encontrou igarapés muito poluídos e partes das ruas obstruídas com sacos de lixo e restos mal destinados. Apesar disso percebeu-se uma preocupação da administração pública com a implantação da coleta de lixo seletiva em vários pontos da cidade com lixeiras coloridas de acordo com o tipo de resíduos sólidos descartados.




Notou-se, com muita facilidade, que a maior parte dos habitantes que conhecemos não compreende a razão do sistema de gerenciamento de resíduos sólidos. As pessoas continuam lançando copos e sacos plásticos nos rios com uma naturalidade tal que chama a atenção até dos mais descuidados.




Em comparação à Manaus são poucas as palafitas e, consequentemente, menor os problemas de moradia adequada. Porém, em relação ao lixo e ao entulho, encontrou-se uma situação equivalente, com funcionários públicos cansados de remover resíduos sólidos todos os dias, diferenciando-se, porém por uma visível vontade de mudança e pela notável disposição em sugerir soluções mais participativas nas questões ambientais. 

O sistema de transporte fluvial, que cobre trechos como Porto VelhoManaus, vice-versa, parece considerar seres humanos como mercadorias que se colocam em um barco e se entregam no final da viagem, ainda que tenham que desembolsar um alto valor para poder se locomover.




Misturados às toneladas de cebolas, alhos e rações animais os passageiros passam três dias e três noites em condições desumanas amontoados uns sobre os outros em redes, colchões, bagagens, mudanças e até animais domésticos à semelhança das incontáveis pilhas de sacos e caixas de legumes que, às vezes, exalam um cheiro muito desagradável.
A valorização da cultura e da arte está em baixa em Porto Velho. As peças expostas nas galerias de arte, principalmente públicas, estão em péssimo estado de conservação e os edifícios muito mal preservados com goteiras caindo constantemente nos salões de exposição e até mesmo sobre algumas obras de arte.




Por outro lado, o artesanato regional tem sido uma das formas de sustento de muitas famílias porto-velhenses e de diversas famílias Karitiana, Kaxarari e Karipuna que constituem o cenário indígena de Porto Velho.
A partir do desenvolvimento da economia solidária em Porto Velho, acredita-se que a situação de vulnerabilidade e desvantagem social de grande parte da população possa ser melhorada com o despertamento do empreendedorismo existente em cada uma das comunidades, principalmente através da produção de artesanato local e do desenvolvimento do turismo regional.




O respeito ao ser humano através da educação para a sustentabilidade, o cuidado com o meio ambiente e com a destinação de resíduos sólidos são caminhos apontados pelo Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia para que o progresso de Porto Velho seja constante, permanente e agradável. 


“Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar.” Gn 2.15



Feira da Economia Solidária – Porto Velho – RO
A Feira da Economia Solidária em Porto Velho, na Estrada de Ferro Madeira Mamoré é uma realização da prefeitura de Porto Velho, cujo projeto visa apoiar os trabalhadores autônomos, principalmente os artesãos regionais. O programa reúne participantes que veem na iniciativa uma oportunidade de comercializar seus produtos. O objetivo é dar visibilidade aos produtos de Rondônia para aumentar as vendas e, consequentemente, as rendas.



Sociedade Porto-Velhense


A Ecosol acontece aos finais de semanas em PortoVelho, onde artesãos expõem e comercializam peças produzidas em madeira, sementes, cerâmica, cipó, barbante, tecido entre outros. 




O Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia reuniu-se com a Secretaria de Cultura de Porto Velho e afirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Na ocasião, a Secretaria de Cultura presenteou o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia com o “Boneco Solidário”, um brinquedo criado pela Associação dos Catadores de Porto Velho confeccionado a partir de tampas de embalagens Pet e outros materiais plásticos.



O “Boneco Solidário”, assim apelidado pelo Projeto Luz e Vida, foi apresentado em Brasília e tornou-se símbolo e estímulo para o Projeto na criação de soluções para o Desenvolvimento Sustentável e a Economia Solidária. 



Terminal Hidroviário de Cai N’Água – Porto Velho - RO
Através de um convênio entre o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte) e a Prefeitura Municipal de PortoVelho, inaugurou-se em 30 de Julho de 2012 o Terminal Hidroviário de Cai N’Água, localizado no Rio Madeira, na cidade de Porto Velho (RO). De acordo com o DNIT o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), investiu cerca de R$ 13,9 milhões na obra.
O empreendimento beneficia um grande fluxo de pessoas que utilizam o transporte hidroviário na região, representando um diferencial na vida dos ribeirinhos, já que os passageiros tem mais conforto até o ponto de embarque. Antes da construção do terminal, os usuários da hidrovia precisavam descer e subir barrancos carregando bagagens. Também trará melhorias no escoamento de mercadorias e produtos para as comunidades ao longo do Rio Madeira, além de representar o incremento do turismo.





O Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia esteve durante três dias no Terminal, conhecendo as empresas de Transporte Fluvial que fazem o trecho Porto VelhoManaus bem como as pessoas que dependem dele para se locomover. Constatou-se que, apesar das melhorias realizadas no porto, as pessoas continuam sofrendo muito com o desconforto causado pela superlotação.





As embarcações saem completamente cheias de toda variedade de produtos como cebola, batata, alho, mandioca, ovos, rações animais, mobílias diversas, bicicletas, motocicletas, automóveis e até caminhonetes. 





Tudo isso junto a centenas de pessoas contadas entre mulheres, crianças de colo e idosos que se amontoam uns sobre os outros, produzindo periculosidades em termos de saúde, higiene e segurança, além de ter que efetuar pagamento adiantado em dinheiro no valor de R$200,00 por pessoa.
O Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia, deu início a uma série de atividades educacionais a bordo do barco “Dois Irmãos I”, contemplando o cuidado com a saúde pessoal, através de orientações e distribuição de produtos para a saúde e higiene bucal e corporal, além de literaturas infantis e para a família.




O Projeto voltou também sua atenção ao cuidado com o meio ambiente através de ações educacionais para o reaproveitamento de resíduos sólidos como latas de cerveja e refrigerantes que se acumulavam na embarcação devido ao grande número de passageiros.





Inspirados pela literatura do Prof. Luiz Carlos Ramos, com a personagem “Diva: a latinha que entrou para a história” e pelo “Boneco Solidário” de Porto Velho, as latinhas foram transformadas, por cada criança e familiares, em um personagem divertido, que serviu tanto como um novo brinquedo como um simpático porta-lápis.



O resultado das atividades foi uma embarcação cheia de crianças felizes, pais satisfeitos e um ambiente muito mais limpo e agradável. Tudo conduzido pelo tema “Deus Criou a Amazônia! Deus Criou Você!”

“E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” Gn 1.31


Associação dos Povos Indígenas Karipuna (APOIKA) - Porto Velho – RO
No dia 01 de janeiro de 2013, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia esteve em reunião com o Sr. Adriano Karipuna, líder indígena da etnia Karipuna, nas instalações da antiga Coordenação Técnica da FUNAI em Porto Velho – RO.
O objetivo do Projeto era conhecer as necessidades das comunidades que vivem na região e oferecer sua voluntariedade na defesa dos direitos e autonomia do povo indígena.
Vinculada à Coordenação Técnica Regional de Ji-Paraná, a FUNAI de Porto Velho foi uma das 300 coordenações técnicas locais da FUNAI no Brasil vinculadas a 36 coordenações regionais que objetivam estabelecer o diálogo com os indígenas e cumprir sua missão institucional, estando próximas às Reservas.
Para a nossa surpresa e alegria, o Sr Adriano Karipuna é um metodista wesleyano cheio do Espírito Santo. Com uma perspectiva política indigenista moderna, progressista e engajada o líder Karipuna nos recebeu com muita alegria e disposição interessado em construir parcerias que promovam o avanço das conquistas indígenas em termos políticos, econômicos e sociais.


Comunidade Indígena Karipuna


Na reunião, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia teve a oportunidade de expressar seu interesse em participar dos processos de alfabetização, inclusão digital e implantação do nível médio e superior em comunidades não autônomas de Porto Velho por meio do sistema EAD através de Universidades interessadas no progresso indígena, principalmente dos que se encontram nas Reservas Karitiana, Kaxarari e Karipuna que compõe o cenário indígena da cidade de Porto Velho em Rondônia.
Por sua vez, o Sr. Adriano Karipuna expressou seu interesse na inclusão do povo indígena nos processos de desenvolvimento tecnológico para o gerenciamento e proteção dos seus territórios, bem como de sua preservação e manutenção com vistas ao desenvolvimento sustentável sem prejuízo de sua cultura, língua e tradição, ao que o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia, prontamente se propôs fazer, contribuindo da melhor forma possível em tudo o que for necessário para garantir os direitos e a autonomia dos povos indígenas em terras brasileiras.


De Porto Velho à Manaus: Evangelização e Ação Social no “Dois Irmãos I”
A bordo do Barco “Dois Irmãos I”, partindo de PortoVelho-RO com destino a Manaus-AM com escalas nas cidades amazonenses de Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia deu início a uma série de atividades sociais e solidárias durante sessenta horas de viagem por mais de 1230 km de navegação, envolvendo crianças, adolescentes, pais e quase toda a tripulação.


Dois Irmãos I: Evangelização e Ação Social


Anunciando a criação de Deus por meio de Sua Palavra e o Seu amor por cada uma de Suas obras, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia manteve a temática das duas viagens missionárias realizadas durante o ano de 2012: “Deus Criou a Amazônia! Deus Criou Você!”.
Além das atividades culturais e recreativas, vários passageiros tiveram a oportunidade de cortar os cabelos, fazer escova, chapinha, mãos, pés e sobrancelhas. Rapidamente as crianças que não estavam acostumadas a este tipo de atividade nas embarcações se aglomeraram em torno dos trabalhos do Projeto, escolhendo passar a maior parte do tempo conosco.
Na parte superior do Barco “Dois Irmãos I” as latinhas de cerveja e de refrigerantes consumidas por centenas de passageiros se acumulavam. Sem qualquer orientação, algumas crianças e adolescentes lançavam latinhas no Rio Madeira como se nada representasse a elas.
A partir desse momento decidimos dar início a uma atividade específica. Inspirados pelo personagem “Diva” de Luiz Carlos Ramos incentivamos as crianças a transformar cada latinha em personagens divertidos, utilizando cartolina, papel crepom, cola, tesoura, lápis, giz de cera, canetinhas coloridas e muita criatividade.
Em meio às brincadeiras apresentamos o “Boneco Solidário”, um presente da Secretaria de Cultura de Porto Velho ao Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia como sinal de parceria no desenvolvimento de novas formas de Economia Solidária em favor do município de Porto Velho e do Brasil como um todo.
O “Boneco Solidário” é um brinquedo confeccionado a partir de tampinhas de garrafas Pet e foi apresentado em Brasília como uma das alternativas de fomento à Economia Solidária.


Álbum de Fotos “Dois Irmãos I

Ao final de cada atividade tínhamos um barco mais limpo cheio de crianças felizes e pais satisfeitos por terem tido a oportunidade de transformar a viagem em algo mais agradável e divertido, participando de brincadeiras simples, porém cheias de sentido e significado.
Todos os participantes receberam lembrancinhas contendo literatura infantil e para a família, porções das Escrituras, doces, sabonetes, cremes e shampoos para higiene corporal além de folhetos de disciplina cristã e do programa “Educar para Crescer” da Editora Abril.
De acordo com os pais e com a direção do Barco “Dois Irmãos I” ninguém havia pensado na realização de atividades tão simples e enriquecedoras como estas. 


"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” Provérbios 22.6


De Manaus à São Gabriel da Cachoeira: Evangelização e Ação Social no “Tanaka Neto V”
O Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia embarcou no “Tanaka Neto V” no Porto de São Raimundo em Manaus, com destino à cidade de SãoGabriel da Cachoeira na Região do Médio Rio Negro no dia 11 de janeiro de 2013.
Ida e volta, foram 140 horas em seis dias de viagem através da Amazônia nativa com milhares de ribeirinhos espalhados em pequenas comunidades por mais de 2.120 km ao longo do grande Rio Negro nas duas margens, quase ocultas por causa da densa e exuberante cobertura florestal, em meio a qual também se conheceu cidades economicamente importantes deste trecho como Moura, Barcelos e Santa Isabel.
Apesar do relativo conforto oferecido pelo “TanakaNeto V”, observou-se uma situação semelhante a que experimentamos no “Dois Irmãos I”. Dessa forma, decidiu-se também reproduzir os trabalhos de evangelização, ação social, educação ambiental e sustentabilidade já que o sucesso destas ações no trecho Porto VelhoManaus havia sido total.



Tanaka Neto V: Evangelização e Ação Social


Desta vez decidiu-se remover a parte superior das latinhas de refrigerante e cerveja e utilizar embalagens de suco e garrafas Pet dando-lhes dupla função: um brinquedo divertido e um porta-lápis muito simpático, além da opção de transformá-las em porta-sabonetes e porta-trecos.
Devido ao novo movimento produzido na embarcação, quase todas as crianças que podiam utilizar um lápis, cola e tesoura, estiveram em companhia do Projeto durante todo o percurso, pondo em prática sua criatividade, talento e imaginação na personalização de suas embalagens animadas.
Acrescentaram-se ainda contos e estórias, trazendo de volta as aventuras da “Diva” de Luiz Carlos Ramos e do “Boneco Solidário” da Secretaria de Cultura de Porto Velho. Incluíram-se brincadeiras de roda como “Conhecendo o outro” e “Quem sou eu”, confecção de bijuterias com participação dos pais e pinturas de desenhos de animais amazônicos, seguindo orientações importantes para o cuidado e preservação do seu meio ambiente sob o tema “Deus Criou a Amazônia! Deus Criou Você!”
Os dez passos para a educação do Programa “Educar para Crescer” da Editora Abril foram ministrados aos pais junto com os filhos e filhas, além de programas de prevenção contra o alcoolismo e o HIV. Distribuiu-se cartilhas para as crianças no formato “Gibi” com orientações valiosas para o cuidado com a saúde pessoal e da família, além de cartilhas voltadas para a educação e higiene bucal.
Em todas as ações procurou-se destacar o cuidado e o amor de Deus para com o ser humano e sua criação, enfatizando a importância do respeito e da dignidade humana diante de tudo que está à disposição na natureza, incluindo as águas, florestas, mares, céus e tudo que neles há, com especial atenção aos povos indígenas, os mais sábios protetores da natureza criada por Deus.

“... fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há...” 
Êx 20.11 


Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn) – São Gabriel da Cachoeira - AM
A Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN) é uma associação civil sem fins lucrativos, sem vinculação partidária ou religiosa, fundada em 30 de abril de 1987.
A FOIRN tem como missão defender os direitos dos povos indígenas que habitam a bacia do rio Negro localizada no Noroeste Amazônico, estado do Amazonas, Brasil.
É composta de 89 associações indígenas de base que representam cerca de 750 aldeias. Sua área de abrangência corresponde a 108 milhões de km2, onde vivem mais de 35 mil índios, pertencentes a 23 grupos étnicos, representantes das famílias linguísticas Tukano Oriental, Aruak e Maku.



Sociedade São-Gabrielense



Chegando a São Gabriel da Cachoeira - AM o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia seguiu diretamente para a FOIRN, onde conhecemos o Sr Maximiliano, líder indígena da etnia Tukano e ex-presidente da Federação que nos atendeu prontamente e nos concedeu uma enriquecedora entrevista com depoimentos muito importantes sobre a atual situação indígena brasileira através de uma verdadeira aula sobre os povos do Rio Negro, bem como das experiências, sonhos e aspirações para 2013.
Conhecemos também o Sr. Juscelino, secretário de saúde da Federação e pertencente à etnia Baré e o Pastor Graciliano da etnia Baniwa, um líder indígena cheio de esperanças em Deus, grandes expectativas para o ano de 2013 e líder da Comunidade Cabari, onde com as devidas autorizações, realizamos um lindo trabalho social e evangelístico.



Ex-presidente da Foirn, Sr. Maximiano (Tukano), Sr. Juscelino (Baré), secretário de educação, e pastor Graciliano (Baniwa) (tukanizados),


Todos os líderes foram presenteados com um lindo exemplar do Novo Testamento em Língua Tukano com letras douradas. No entanto, já há planos para adquirir no exterior, exemplares nas línguas indígenas não oficiais do médio/alto Rio Negro formadas por outras 20 etnias, de modo que cada povo possa ler a Palavra de Deus em sua própria língua materna, garantindo maior clareza e entendimento acerca da Palavra de Deus.


Comunidade Indígena Cabari – Território Baniwa em São Gabriel da Cachoeira - AM
A Comunidade Cabari é uma aldeia indígena não muito isolada que fica ao lado direito do Rio Negro além da cidade de São Gabriel da Cachoeira-AM. O acesso só é possível por meio de “rabeta” e de um morador muito experiente devido ao perigo oferecido pela grande quantidade de pedras submersas.
Subir o Rio Negro além da Comunidade Cabari exige mais experiência ainda, pois o trecho é tão difícil que nem mesmo os peixes da região são encontrados no local. Para pescar é preciso descer o rio até um ponto onde as águas sejam mais calmas.
Com 106 habitantes distribuídos em 16 famílias com cerca de 35 crianças, a Comunidade Cabari é dirigida pelo líder Baniwa Sr. Graciliano Henrique, pastor evangélico que além de cuidar da organização política e educacional da comunidade como professor, também é sacerdote espiritual para seu povo.
Conhecemos o Pr. Graciliano por ocasião de nossa visita à Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). Também em visita à Federação para ajustar detalhes sobre gestão de processos educacionais em sua comunidade, o Pr. Graciliano não pôde deixar de ouvir a proposta de intervenção que o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia apresentava ao ex-presidente da FOIRN, Sr. Maximiliano Tukano, sobre a implantação de sistemas de inclusão digital, ensino médio e EAD para cursos de nível superior em convênio com Universidades interessadas no programa indígena.



Comunidade Cabari


Entendendo ser uma resposta às suas orações, o Pr. Graciliano nos conduziu ao interior de sua comunidade e nos mostrou um pouco da realidade indígena do Médio Rio Negro. Ficamos impactados pelo intenso desejo demonstrado por ele em concluir o templo evangélico que iniciou na comunidade para adorar a Deus.
Também conhecemos os rudimentos das instalações da escola indígena que também começou a construir na aldeia, mas como acontece na maioria das vezes, os políticos fazem promessas aos indígenas, mas não as cumprem, fazendo com que o desenvolvimento comunitário permaneça sempre inconcluso.
Lançamos o desafio de desenvolver um centro de inclusão digital na comunidade e angariar fundos para a conclusão do Templo Evangélico e da Escola Indígena, cujas obras estão paradas há anos pela falta de recursos e investimentos.
Como em outras aldeias, a Comunidade Cabari possui professores qualificados ao ensino fundamental e médio. Não existe, porém, um sistema educacional legal para que possam exercer este ofício, de modo que o ensino seja reconhecido pelas autoridades competentes.
Por esta razão, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia comprometeu-se a lutar para que este direito humano seja levado também às comunidades indígenas do Rio Negro, a começar pela Comunidade Cabari.
De um modo diferenciado, a grade curricular deve contemplar conteúdos que realmente representem a realidade, história, cultura e tradições indígenas que compõe a magnífica diversidade étnica brasileira sem, porém, deixar de capacitar cada comunitário para o exercício das profissões que requeiram conhecimentos técnicos especializados, inclusive no que tange à área de saúde, já que os medicamentos básicos necessários não chegam mais à Comunidade Cabari.
Sendo assim, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia comprometeu-se a unir forças na luta por melhores conquistas nesta área, por meio da implantação de uma Unidade Básica de Saúde semelhante à “Casa do Médico da Família” que ocorre em Manaus.
Queremos, portanto, registrar aqui nosso clamor para que as autoridades competentes reconheçam a grade curricular do nível médio para o povo indígena e ofereçam cursos profissionalizantes que garantam o sustento das famílias que compõe as populações indígenas da Calha do Rio Negro e das demais regiões do Brasil, a começar pela Comunidade Cabari no Município de São Gabriel da Cachoeira no estado do Amazonas, inclusive como forma de compensação pelos séculos de espoliação praticada contra povos indígenas em todo o país durante toda a história de ocupação e desenvolvimento comercial, industrial e tecnológico.



Mulheres preparando base alimentar da Comunidade Cabari, São Gabriel da Cachoeira - AM


Clamamos também para que pessoas que se preocupam com o desenvolvimento sadio, seguro e sustentável dos povos indígenas colaborem com a conclusão do Templo Evangélico e da Escola Indígena na Comunidade Cabari no Território Baniwa, a fim de que afirmemos nosso testemunho como exemplo e incentivo às mais de 33.000 comunidades indígenas e ribeirinhas espalhadas em toda a  Amazônia Brasileira. 
As atividades do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia na Comunidade Cabari continuaram com as crianças, realizando pinturas de desenhos com lápis de cor, giz de cera e canetinhas coloridas.


Indígenas baniwa acompanham os dez passos do "Educar para Crescer" na Comunidade Cabari, São Gabriel da Cachoeira - AM

Seguimos com o Programa Educar para Crescer da Editora Abril, com os dez passos para a educação, com a orientação para a saúde e higiene bucal com distribuição de escovas de dente, creme e fio dental para todos os presentes, juntamente com orientações muito importantes da cartilha de higiene bucal da Secretaria de Saúde de São Gabriel da Cachoeira, além de campanhas contra o uso indevido de bebidas alcoólicas, drogas e prevenção contra o HIV com farta orientação e distribuição de preservativos.


Crianças baniwa em atividades recreativas do Projeto Luz e Vida na Comunidade CabariSão Gabriel da Cachoeira – AM

Foram distribuídas cartilhas ilustradas com orientações contra ataques de morcegos a seres humanos e higiene na produção e manuseio do açaí, uma das mais importantes fontes de renda das comunidades indígenas e ribeirinhas na região. Tudo ministrado sob a luz da Palavra de Deus com o tema “Deus Criou a Amazônia! Deus criou Você!”


Instituto Socioambiental (ISA) e Fundação Nacional do índio (FUNAI) em São Gabriel da Cachoeira - AM
O Instituto Socioambiental (ISA) é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), desde 21 de setembro de 2001. Fundado em 22 de abril de 1994, o ISA incorporou o patrimônio material e imaterial de 15 anos de experiência do Programa Povos Indígenas no Brasil do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (PIB/CEDI) e o Núcleo de Direitos Indígenas (NDI) de Brasília. Ambas, organizações de atuação reconhecida nas questões dos direitos indígenas no Brasil.



Secretárias do ISA fornecem dados e informações ao Projeto Luz e Vida sobre comunidades indígenas do Rio Negro


Sua Missão é de propor soluções integradas a questões sociais e ambientais com o objetivo de defender bens e direitos sociais, coletivos e difusos relativos ao meio ambiente, ao patrimônio cultural, aos direitos humanos e dos povos.
A Fundação Nacional do Índio em São Gabriel daCachoeira é um órgão do governo brasileiro que lida com todas as questões referentes às comunidades indígenas e às suas terras.
A FUNAI foi criada através da Lei nº 5.371, de 5 de Dezembro de 1967, para proteger e dar suporte aos índios, promovendo políticas de desenvolvimento sustentável das populações indígenas.
Entre muitas outras atribuições da Coordenação Regional da FUNAI em São Gabriel da Cachoeira, o coordenador Domingos Barreto, da etnia Tukano, programa e monitora ações de proteção territorial e de promoção dos direitos socioculturais dos povos indígenas, programa ações de promoção ao desenvolvimento sustentável e de etnodesenvolvimento econômico, ações de preservação do meio ambiente, promove a cultura indígena, monitora e apoia as políticas de educação e saúde para os povos indígenas e elabora os planos de trabalho regional.
O encontro do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia como o ISA e com a FUNAI de São Gabriel da Cachoeira gerou novas expectativas e produziu importantes ideias e soluções para as comunidades em situação de desvantagem e vulnerabilidade social que são a razão de ser do Projeto Luz e Vida.
Para nossa alegria, o Sr. Domingos Barreto é teólogo formado pela Ordem dos Salesianos, o que redundou numa excelente parceria na busca do bem estar das populações indígenas do Rio Negro.
O Sr. Domingos recebeu do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia um lindo exemplar do Novo Testamento na Língua Tukano, e assim, poderá ler a Palavra de Deus em sua própria língua.


Coordenador Geral da FUNAI, Sr. Domingos Barreto Tukano recebe
o Novo Testamento em sua língua materna, São Gabriel da Cachoeira - AM


A Escola Indígena Baniwa e Coripaco é um sonho que está se tornando realidade entre os povos indígenas do Rio Negro, estimulando as etnias de todo o Brasil a construir sua própria grade curricular de acordo com a realidade sociocultural em que estão inseridas.


Camisetas da campanha dirigida pelo ISA em prol da Escola Indígena Baniwa e Coripaco, São Gabriel da Cachoeira – AM.


Novos e importantes modelos de gestão educacional e gestão ambiental estão surgindo, mas ainda há muito que fazer, principalmente em relação àquelas comunidades indígenas mais isoladas onde o acesso dos próprios moradores se torna perigoso e, às vezes, impossível.
Levar o Amor de Deus a estas comunidades através de soluções práticas, produtivas e permanentes é o principal objetivo do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia para as próximas viagens missionárias.

Bairro Crespo em Manaus - AM
O Crespo é um pequeno bairro situado na Zona Sul da cidade brasileira de Manaus, capital do Amazonas. Possui sistema de transporte coletivo com algumas linhas de ônibus que liga o centro ao bairro. 
Surgiu em 1888, mas o seu povoamento deu-se na década de 60 com a implantação do Distrito Industrial, quando as máquinas começaram a cortar as ruas que hoje dão acesso ao Distrito. 
Para descanso das máquinas os tratoristas deixaram uma imensa "bola" entre as Av. Costa e Silva e estrada do aeroporto Ponta Pelada, que hoje se chama "Bola da Suframa”, mais tarde nomeada de Praça Francisco Alves Ferreira.
Uma das primeiras empresas do bairro foi a Lisbomassa que até hoje fabrica o café mais famoso da cidade "o Café Manaus, o café da neguinha", através do qual o já falecido proprietário, senhor Lisboa, tornou-se conhecido na região.
Apesar de ser quase 100% urbanizado e com mais de cem anos, o Crespo não tem hospitais e a população precisa dirigir-se aos bairros vizinhos para receber atendimento médico.
Com o crescimento populacional na gestão do então governador Gilberto Mestrinho, foi construída a maior escola estadual da capital, a “Escola Estadual Gilberto Mestrinho III” (GM3), localizada na Rua da Paz. Surgiram também áreas de lazer como o campo da Lusitânia, mais conhecido como "campão".
Em 1995 houve uma invasão de mais de 50 famílias em área pertencente à Suframa. Várias vezes a polícia tentou retirá-las, mas os moradores resistiram até que a arquidiocese de Manaus enviou uma de suas missionárias, a freira conhecida como Irmã Helena que lutou junto a Câmara dos Deputados e órgãos de habitação até que, por determinação da justiça, a prefeitura foi obrigada a lotear a área em favor dos novos moradores. Inicialmente chamada de “Villa Arco Íris”, foi posteriormente incorporada ao Bairro Crespo.
Infelizmente, o Bairro Crespo, também conhecido como “40”, sofre com altos índices de violência, morte e insalubridade. A comunidade possui baixa infraestrutura e, há mais de 100 anos, é nota zero em serviços de saneamento básico e saúde. A falta de vagas escolares e em creches produz ociosidade, marginalização e severo atraso na vida escolar e na formação profissional. O custo de vida é elevadíssimo, a oferta de trabalho e emprego com carteira assinada é limitada e o transporte urbano custa caro à população.


Evangelização no Bairro Crespo em Manaus – AM

Em meio a esta realidade o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia, procura levar esperança, paz e alegria a uma população totalmente esquecida e exausta pelo constante sofrimento, desenvolvendo atividades socioculturais e socioeducativas com crianças, adolescentes, jovens e seus pais, levando amor e atenção a todos os lugares onde pode chegar.


Crianças do Crespo, em Manaus – AM

O Projeto reforçou sua campanha comunitária a fim de disseminar a educação para a sustentabilidade através do ensino sobre a coleta, seleção, reaproveitamento e reciclagem de materiais, defesa e preservação dos recursos naturais e cuidados com a higiene pessoal, familiar e comunitária, objetivando uma relação mais segura, saudável e permanente com o meio ambiente e seus ecossistemas.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crespo_%28Manaus%29


População Indígena de São João do Tupé, Manaus - AM 
Os Dessana são um grupo indígena que habita o Noroeste do estado do Amazonas, mais precisamente nas áreas indígenas Alto Rio Negro, Médio Rio Negro I, Médio Rio Negro II, Pari Cachoeira I, Pari Cachoeira II, Pari Cachoeira III, Taracuá, Yauareté I e Reserva Indígena Balaio, além da Colômbia.



Evangelização Dessana, São João do Tupé, Manaus - AM


Os Dessana autodenominam-se Umükomasã, ou “gente do universo”. Sua língua é reconhecida na família linguística Tukano oriental. 
Distribuem-se pela bacia do Rio Uaupés, afluente do alto curso do rio Negro e outras bacias vizinhas ao sul. A maioria fala pelo menos duas línguas e frequentemente compreende outras, privilegiando a língua materna nas conversas cotidianas. 

Os Dessana são um dos dezesseis povos da família linguística Tukano oriental que moram no Brasil e na Colômbia. São aproximadamente 1,5 mil indivíduos no Brasil, distribuindo-se em cerca de 60 comunidades misturadas à comunidades de outros povos da mesma família linguística.



Evangelização entre os Dessana São João do Tupé, Manaus - AM
Os Dessana, como outros povos das terras baixas da América do Sul, distinguem várias categorias de especialistas rituais que exercem as funções de prevenção e cura de doenças segundo a fonte do seu poder e a natureza de suas práticas terapêuticas: os yea, ou xamãs-onça, e os kumu, ou xamãs-rezadores. 
Os yea, cujo poder advém do contato estabelecido com os espíritos por meio da inalação do pó de paricá, são descritos como tendo a capacidade de se transformar em onça (daí o seu nome) para realizar certas tarefas. 
Eles efetuam as curas xamânicas através de diversas técnicas de manipulação do corpo (massagens, sucção, etc.) que visam extrair do doente o objeto patogênico. Os kumu, sábios e especialistas religiosos,  também utilizam em seus rituais coca, tabaco e ayahuasca (Fonte: ISA). 
Sem interferir na cultura e tradição indígenas, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia procura levar o amor de Deus por meio de suas ações, levando consigo a Palavra de Deus e o conteúdo orientador fornecido pelo Plano Nacional Missionário 2012-2016 e as Diretrizes Pastorais para a Ação Missionária Indigenista, crendo que Deus ama a todos de igual modo e intensidade.
Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de São João do Tupé, sob jurisdição do município de Manaus - AM, existem duas grandes famílias indígenas predominantes, cujos líderes são da etnia Dessana: os irmãos Raimundo Veloso Vaz (Pajé) e o Sr. Domingos Sávio Veloso Vaz (Cacique).
Ambos empreendem esforços para a difusão do conhecimento da cultura tradicional, direito e autonomia do povo indígena, especialmente das etnias DessanaTuyúca e Tukano que habitam a região do médio e alto Rio Negro no estado do Amazonas, bem como a Comunidade do Tupé, em Manaus.


O Cacique Domingos Sávio Veloso Vaz e sua esposa (tukanizados), recebem Novo Testamento em língua Tukano, São João do Tupé, Manaus - AM

Como a língua Tukano é a mais difundida entre estes povos, o Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia levou até eles o Novo TestamentoTukano que poderá ser lido pela maioria dos indígenas que habitam a região do Tupé, principalmente os da própria etnia Tukano que terão o prazer de conhecer a Palavra de Deus em sua língua materna.


Esposa e nora do Pajé Raimundo Veloso Vaz (ambas da etnia Tukano), recebem Novo Testamento em sua língua materna
São João do Tupé, Manaus – AM


O Pajé Kíssibi Kumu, que domina nove línguas, pediu que levássemos também à comunidade o Novo Testamento em Língua Dessana, já que esta possui suas especificidades, a fim de garantir preservação à sua cultura e tradição por meio de textos que lhe sejam ainda mais familiares do que a tradução em Tukano e Tuyúca, etnias também presentes na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de São João do Tupé.




ALVES, Isidoro. As entidades sobrenaturais na cosmologia Desana. Teoria, Debate, Informação, Belém : Associação Regional dos Sociólogos, n.3, p.1-31, abr. 1977.
EKSTA, Casimiro. A Maloca Tukano-Desana e seu simbolismo. Manaus : Univ. do Amazonas, 1984. 126 p. (Dissertação de Mestrado)
FERNANDES, Américo Castro; FERNANDES, Dorvalino Moura. A mitologia sagrada dos antigos Desana do grupo Wari Dihputiro Põrã. Igarapé Cucura : Unirt ; São Gabriel da Cachoeira : Foirn, 1996. 196 p.
PÃRÕKUMU, Umúsin Panlõn; KENHÍRI, Tõrãmu. Antes o mundo não existia: a mitologia heróica dos índios Desana. São Paulo : Livraria Cultura, 1980. 240 p.

Município de Manaquiri - AM
Manaquiri é mais um encantador município brasileiro do estado do Amazonas, situado cerca de 50 quilômetros ao sul de Manaus, capital do estado. Sua altitude é de apenas 48 metros acima do nível do mar e pertencente à Mesorregião do Centro Amazonense e Microrregião de Manaus, sendo um dos municípios que integram a Região Metropolitana da capital. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sua população é de aproximadamente 24.325 habitantes.



Instalações da recém-inaugurada Igreja Metodista em Manaquiri – AM

O povo de Manaquiri, como a maioria dos povos amazônicos, possui uma notável simpatia, simplicidade e hospitalidade que nos convida a repensar os atuais modelos de gestão eclesiástica e empresarial que, muitas vezes, parecem mais com as antigas formas de dominação, colonização e exploração humana e ambiental que caracterizam toda a história do povo brasileiro, cujos traços modernos ainda lembram sua subjugação. 
Isto nos leva a refletir se realmente temos algo a ensinar a estes povos ou, se na verdade, temos mesmo é que nos humilhar, reconhecendo nossa participação ativa nos processos de empobrecimento de importante parcela da população brasileira e latino-americana a fim de se alcançar a sabedoria necessária para aprender mais com este povo tão nobre e especial.



Álbum de Fotos Manaquiri - AM
  

Todo o material excedente utilizado nas ações de evangelização e ação social do Projeto Luz e Vida: Missão Amazônia realizadas em Confins – MG, Porto Velho – RO, Manaus e São Gabriel da Cachoeira – AM, foram deixados na recém-inaugurada Igreja Metodista em Manaquiri – AM como forma de contribuição, incentivo e apoio às atividades que foram iniciadas na região.
Todos estes trabalhos e outros que precisam ser feitos, podem ser realizados com maior eficiência à medida que pessoas como você contribuem com um coração disposto, ajudando a construir o futuro que nós queremos: um lugar cada vez melhor para viver e servir.

Agradecemos por todas as suas contribuições, pedindo suas orações para que outras pessoas possam ter a oportunidade de conhecer este maravilhoso projeto missionário.

Que Deus continue abençoando mais e mais e que o ano de 2013 lhe seja repleto de alegrias e de bênçãos sem medida!

No Amor de Cristo,

"Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" Mc 16.15


Veja Também:
O Futuro que Nós Queremos: http://www.youtube.com/watch?v=_DjmI13121U
Plano Nacional Missionário 2017-2021: https://drive.google.com/drive/folders/0BzpalBvRuahaVXVMdmxvc2J2UVE   

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