quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Artigo: Potencial e Limites da Ação Missionária Metodista


Plano Nacional Missionário da Igreja Metodista e a Conjuntura Brasileira do Campo: potencial e limites da ação missionária metodista para o quinquênio 2012-2016


Márcio Monteiro Rocha[1]


Resumo

Este artigo procura analisar o Plano Nacional Missionário da Igreja Metodista aprovado no 19º Concílio Geral para o quinquênio 2012-2016, a partir de seus alicerces, ênfases e prioridades à luz da conjuntura brasileira do campo com o objetivo de contribuir para a eficiência das ações missionárias da Igreja Metodista em terras brasileiras.

Palavras-chave: plano nacional missionário – igreja metodista – plano brasil sem miséria – governo federal


Introdução

O presente artigo tem como principal objetivo analisar o Plano Nacional Missionário da Igreja Metodista (PNM 2012-2016) aprovado no 19º Concílio Geral da Igreja Metodista[2] para o quinquênio 2012-2016[3] a partir dos seus alicerces, ênfases e prioridades missionárias na perspectiva de suas próprias diretrizes à luz da conjuntura brasileira do campo com recurso aos conteúdos do Plano Brasil Sem Miséria do Governo Federal a fim de encontrar elementos que contribuam para a eficiência prática das ações missionárias da Igreja Metodista em terras brasileiras.
O artigo trará ao conhecimento do leitor o contexto histórico e social que culminou com a produção do Plano Nacional Missionário da Igreja Metodista (PNM 2012-2016), abordando seu potencial, limites e contribuições para o desenvolvimento da ação missionária da Igreja Metodista em terras brasileiras com ênfase especial à conjuntura socioeconômica das áreas rurais do país, buscando desta forma contribuir para o avanço missionário sobre a realidade do campo.
Para o desenvolvimento deste artigo será utilizado o Plano Nacional Missionário da Igreja Metodista (PNM 2012-2016)[4] aprovado em 2011 por seu Colégio Episcopal, considerando uma breve retrospectiva aos principais documentos que o antecederam, além de breve recurso às contribuições trazidas pelo Plano Brasil Sem Miséria, criado e desenvolvido pelo Governo Federal.


Dos Planos Quadrienais ao Plano para a Vida e a Missão da Igreja Metodista

A partir da década de sessenta, a conjuntura política, econômica e social do Brasil levou a Igreja Metodista a sofrer com os efeitos repressivos da ditadura vindos tanto do lado de dentro como do lado de fora da instituição, resultando em discordâncias de natureza doutrinária e hierárquica em 1967 e no fechamento da Faculdade de Teologia em 1968.[5]
É importante lembrar que a teologia latino-americana ou da libertação[6] surge também a partir dos anos sessenta, criticando o Regime Militar e discutindo soluções para a opressão social que emergia, proclamando libertação para a Igreja e sociedade, influenciando significativamente na produção dos documentos da Igreja Metodista da época até culminar com a elaboração do Plano para a Vida e a Missão da Igreja em 1982.[7]
No início dos anos setenta o metodismo reorganizava-se, lançando as bases para retomar a vida e a missão da Igreja com o Plano Quadrienal de 1974 que vigorou entre os anos de 1975 e 1978, tendo como tema “Missão e Ministério” no 11º Concílio Geral da Igreja Metodista, no Rio de Janeiro - RJ[8], reconhecendo que “todos os seus membros [...] são chamados por Deus [...] para cumprirem a Missão [...], servindo em todas as áreas da existência”[9]
O próximo passo foi o lançamento do Plano Quadrienal de 1978 que vigorou entre os anos de 1979 e 1982 com o tema “Unidos pelo Espírito Metodistas Evangelizam” aprovado no 12º Concílio Geral da Igreja Metodista, em Piracicaba - SP, apontando para a necessidade de ação da Igreja na sociedade em termos de justiça e paz, segundo o Reino de Deus[10].
Em 1980 a Igreja Metodista celebrava o 50º aniversário de sua autonomia no Brasil. A conclusão da Consulta Nacional sobre Vida e Missão de 1981 marcou esse momento histórico e revelou a necessidade de desenvolvimento de um plano com a função de ordenar e orientar a ação missionária da Igreja Metodista em terras brasileiras.[11]
Essa orientação deveria acompanhar as diretrizes do Credo Social Metodista[12], de forma que as interações entre a Igreja e a sociedade tivessem um caráter mais solidário, humano e integral[13] frente ao contínuo processo de empobrecimento e sofrimento da população brasileira.[14]
Com a aproximação do processo de redemocratização foram aprovados, em 1982, no 13º Concílio Geral da Igreja Metodista, em Belo Horizonte – MG, o Plano para a Vida e a Missão da Igreja, as Diretrizes para a Educação e o Plano Diretor Missionário, refletindo o processo de retomada da vida e missão da Igreja Metodista no Brasil.[15]
O Plano para a Vida e a Missão da Igreja Metodista surgiu pela necessidade de superação da profunda crise de identidade na qual a Igreja Metodista esteve submetida durante o período de Regime Militar no Brasil entre os anos de 1964 e 1985.[16]
Desde sua criação, o Plano para a Vida e a Missão (PVMI) é o principal documento que discute a prática missionária da Igreja Metodista no Brasil, é parte integrante dos Cânones da Igreja Metodista (Capítulo V) e serve de base teórica para o desenvolvimento de todos os Planos Nacionais, Regionais e Distritais seguintes, inclusive do PNM 2012-2016.
O 14º Concílio Geral da Igreja Metodista foi realizado em 1987, o 15º Concílio em 1991, em Juiz de Fora – MG e o 16º Concílio foi realizado em julho de 1997, em Piracicaba – SP.
Muitos documentos e cartas pastorais foram produzidos neste espaço de tempo, incluindo os que traziam as diretrizes pastorais para a ação missionária junto aos indígenas, agricultores, movimentos populares da terra, entre outros, porém, como já ocorria desde as primeiras discussões teológicas latino-americanas, a opção pelos empobrecidos não era de fácil assimilação para os setores médios da comunidade metodista brasileira[17] e muitos destes documentos permanecem esquecidos pela Igreja até os dias de hoje.[18]


Os Planos Nacionais a as Bases da Ação Missionária Metodista

De acordo com Ribeiro[19], as articulações do neoliberalismo econômico[20] e a cultura que impinge na sociedade, influíram negativamente no processo de conscientização da cristandade, particularmente a metodista, quanto aos reais objetivos da missão cristã, contribuindo para isso a conjuntura eclesiástica metodista que, entre outras Igrejas cristãs, caracterizou-se pelo individualismo e consumismo, fortemente evidenciados entre o final da década de oitenta e início da década de noventa, conferindo à sociedade brasileira os contornos que hoje a caracterizam.[21]
Esta conjuntura produziu mudanças significativas na sociedade e, consequentemente, no cenário religioso e no meio do Povo Chamado Metodista baseadas no desejo pelo que é material com consequente desvalorização da ação social e da solidariedade cristã.[22] Mais uma vez na história o empobrecido era esquecido e as antigas formas de discriminação e preconceito eram reforçadas e friamente atualizadas.
Em meio a este cenário, o lema wesleyano de “não criar uma nova seita, mas reformar a nação, especialmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a terra” reanima o vigor metodista que, buscando reagir à inércia religiosa, lança o tema “Comunidade Missionária a Serviço do Povo[23] que norteou as ações missionárias no Plano Nacional 2002-2006 (Objetivos e Metas).
O Plano Nacional 2002-2006 (PN 2002-2006) foi aprovado no 17º Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado entre os dias 7 a 14 de julho de 2001, em Maringá, PR e apresentou seis bases de ação missionária que fundamentavam “dois grandes objetivos” a serem alcançados durante o quinquênio 2002-2006.

1.     Missão e Evangelização;
2.     Missão, Identidade e Confessionalidade;
3.     Missão, Igreja e Ministério Pastoral;
4.     Missão e Igreja Local;
5.     Missão e Renovação da Experiência Religiosa;
6.     Missão e Comunicação.

Os “dois grandes objetivos” a serem alcançados a partir das seis bases missionárias foram determinados como: (1) Fortalecimento e promoção da doutrina, identidade e ação missionária e (2) Fortalecimento e promoção da Igreja local nos dons e ministérios, piedade e misericórdia, acolhimento e serviço ao povo. Apesar da imensurabilidade, a criação de apenas dois objetivos para o quinquênio dariam ao Colégio Episcopal, responsável por eles, as condições necessárias para gerenciá-los. [24]
Obviamente que os “dois grandes objetivos” traçados para o PN 2002-2006, construídos para serem perseguidos pelo Povo Chamado Metodista durante o respectivo quinquênio, carecia de plausibilidade, já que não é possível aferir progresso ou retrocesso em objetivos imensuráveis tais como “fortalecimento”, “doutrina”, “ação”, “piedade” ou “misericórdia”.
A Região Missionária da Amazônia (REMA), até então considerada como “Campos Missionários da Amazônia” e a Região Missionária do Nordeste (REMNE) são lembradas no PN 2002-2006 meramente como “horizontes missionários desafiadores”[25], apontando para o fato de que, após mais de setenta anos de “autonomia”, o metodismo brasileiro ainda não havia se estabelecido na maior parte do território nacional.
Apesar disso, o relatório do Colégio Episcopal ao 18º Concílio Geral da Igreja Metodista[26], demonstra o aumento de 28 pontos missionários e 51 igrejas com diminuição de 54 congregações, isto é, diminuição de 54 e aumento de 79, o que representa um avanço missionário significativo de, pelo menos, 25 empreendimentos (Tabela 1).


Tabela 1: Avanço missionário da Igreja Metodista no período de 2001 a 2005.
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Ano
Avanço Missionário 2001-2005
2001
2005
Pontos missionários
470
498
Congregações
413
359
Quantidade de Igrejas
677
728

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Fonte: Relatório do Colégio Episcopal ao 18º Concílio Geral da Igreja Metodista





Para o planejamento do quinquênio seguinte, decidiu-se manter as bases missionárias do PN 2002-2006 porque contava com uma “boa fundamentação doutrinária”. Assim, na contramão do que se pode entender por avanço missionário, novos compromissos não foram assumidos, mas optou-se apenas pela manutenção dos já existentes.[27]
Deste modo, aprovou-se em 2006, no 18º Concílio Geral da Igreja Metodista, realizado entre os dias 10 a 16 de julho, em Aracruz, ES (1ª fase) e em São Bernardo do Campo, SP (2ª fase) o Plano Nacional Missionário 2007-2011, incorporando as bases missionárias, objetivos e metas do PN 2002-2006 com poucas atualizações.[28]
Assim também, o tema “Comunidade Missionária a Serviço do Povo” e o lema de “não criar uma nova seita, mas reformar a nação, especialmente a Igreja, e espalhar a santidade bíblica por toda a terra” foram mantidos por mais cinco anos no PNM 2007-2011.
A palavra “Missionário” foi agregada ao título do documento, conferindo-lhe maior destaque e objetividade. O PNM 2007-2011 reproduziu as bases da ação missionária do PN 2002-2006 (2 a 5), e criou quatro novas bases a partir dos dois grandes objetivos do PN 2002-2006, desta vez de forma mais plausível e mensurável, revelando um interesse crescente pelo controle qualitativo e quantitativo das ações missionárias. 
A necessidade de fortalecimento e promoção dos elementos que compõe o primeiro grande objetivo: (1) “ação missionária”, (2) “doutrina” e (3) “dons e ministérios” e da que compõe o segundo grande objetivo: (4) “piedade, misericórdia, acolhimento e serviço ao povo”, são reconfiguradas no PNM 2007-2011 como novas bases missionárias, respectivamente, como: (1) “Igreja e Missão”, (9) “Missão e Educação”, (8) “Missão e Educação Musical” (10) “Missão e Ação Social”.[29]

1.     Igreja e Missão
2.     Missão e Evangelização;
3.     Missão, Identidade e Confessionalidade;
4.     Missão, Igreja e Ministério Pastoral;
5.     Missão e Igreja Local;
6.     Missão e Renovação da Experiência Religiosa;
7.     Missão e Comunicação;
8.     Missão e Educação Musical;
9.     Missão e Educação;
10.  Missão e Ação Social.

A primeira base “Igreja e Missão” é uma inclusão que assume a primeira posição por representar o jeito e a razão de ser da Igreja Metodista e nortear as demais bases missionárias, fato não muito bem esclarecido no texto de introdução às bases de ação missionária do PNM 2007-2011[30]. Porém, no PNM 2002-2006 “Igreja e Missão” é apenas o título da introdução ao documento que procura apoiar-se na análise de conjuntura apresentada na consulta missionária daquele período.[31]
No PNM 2007-2011 a base “Igreja e Missão” é apresentada como um desafio aos efeitos decorrentes dos processos desumanos de globalização que expõe parte da sociedade brasileira e latino-americana ao empobrecimento e à consequente exclusão social[32], revelando uma evolução significativa no processo de envolvimento social da Igreja Metodista em relação ao PN 2002-2006.
Apesar da evolução qualitativa, que pode ser observada no texto que descreve a primeira base missionária do PNM 2007-2011, reconhecendo os excluídos sociais como “não-cidadãos”, “mais que miseráveis” contados em “dezenas de milhões” no Brasil que “sequer contam no processo de organização social” e que “o clamor desse sofrimento” é ouvido em toda a parte[33], o relatório do Colégio Episcopal[34] demonstra um retrocesso quantitativo no avanço missionário da Igreja Metodista entre os anos de 2006 e 2010 (Tabela 2).
Houve aumento de 49 igrejas e diminuição de 29 congregações e 89 pontos missionários, isto é, diminuição de 118 e aumento de 49, o que pode representar uma redução significativa no avanço missionário da Igreja Metodista neste período, representado pela diminuição de, pelo menos, 69 empreendimentos.


Tabela 2: Avanço missionário da Igreja Metodista no período de 2006 a 2010.
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Ano
Avanço Missionário 2006-2010
2006
2010
Pontos missionários
489
400
Congregações
402
373
Quantidade de Igrejas
989
1.038

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Fonte: Relatório do Colégio Episcopal ao 19º Concílio Geral da Igreja Metodista


Apesar de ouvido, “o clamor desse sofrimento” não pôde ser prontamente atendido, já que o avanço missionário metodista na área social foi abruptamente reduzido por uma proibição episcopal vinda da primeira região eclesiástica, impedindo a criação de novas instituições metodistas de ação social.
Isto aconteceu porque, de acordo com a Superintendência da Primeira Região Eclesiástica (RJ), verificou-se neste período uma grande quantidade de instituições metodistas de ação social operando irregularmente, ameaçando a integridade, reputação e eficiência missionária da Igreja Metodista.
Assim, em 5 de janeiro de 2010 editou-se um “Ato de Governo”, proibindo a abertura de novas instituições sociais a partir da 1ª Região Eclesiástica, sinalizando a urgente necessidade de regularização das instituições de ação social existentes em todos os níveis de atuação da Igreja Metodista.[35]
A redução do avanço missionário na área de ação social caracterizado neste período em função de tal Ato de Governo contribuiu para que o clamor dos excluídos e marginalizados sociais ficasse cada vez mais sem resposta, pois não se tinha a instrumentalidade institucional necessária para promover o respectivo retorno.
Ao cruzar os dados dos relatórios do Colégio Episcopal, respectivamente, ao 18º e ao 19º Concílios Gerais, sobre avanço missionário verifica-se que na primeira década do século XXI, a Igreja Metodista sofreu diminuição de 70 pontos missionários e 40 congregações. No entanto, houve aumento de 361 igrejas, isto é, diminuição de 110 e aumento de 361, o que significa um avanço missionário da Igreja Metodista em 250 novos empreendimentos na primeira década do século XXI, uma média de duas igrejas a cada mês em termos quantitativos.


Tabela 3: Avanço missionário da Igreja Metodista no período de 2001 a 2010.
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Ano
Avanço Missionário 2001-2010
2001
2010
Pontos missionários
470
400
Congregações
413
373
Quantidade de Igrejas
677
1.038

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Fonte (2001): Relatório do Colégio Episcopal ao 18º Concílio Geral da Igreja Metodista
Fonte (2010): Relatório do Colégio Episcopal ao 19º Concílio Geral da Igreja Metodista






Plano Nacional Missionário 2012-2016

Em meio a esta conjuntura, o 19º Concílio Geral Igreja Metodista, realizado entre os dias 09 e 17 de julho de 2011 em Brasília – DF, aprovou o Plano Nacional Missionário 2012-2016 com o tema “Discípulas e Discípulos nos Caminhos da Missão”, considerado pela liderança metodista presente no evento como “um marco para o metodismo brasileiro”.[36]
Em 10 de julho de 2011, no segundo dia do Concílio Geral em Brasília, o texto do PNM 2012-2016 foi apresentado ao Colégio Episcopal, destacando, entre seus dezesseis alicerces missionários, os seis que receberam atenção especial para este quinquênio:

  1. Estimular o zelo evangelizador na vida de cada metodista, de cada Igreja local;
  2. Revitalizar o carisma dos ministérios clérigo e leigo nos vários aspectos da missão;
  3. Promover o discipulado na perspectiva da salvação, santificação e serviço;
  4. Fortalecer a Identidade, Conexidade e Unidade da Igreja;
  5. Implementar ações que envolvam a Igreja no cuidado e preservação do Meio Ambiente;
  6. Promover maior comprometimento e resposta da Igreja ao Clamor do Desafio Urbano.

O grupo de trabalho representado pelo relator Rodolpho Ruiz[37] realizou modificações estruturais na redação do PNM 2012-2016, mas as disposições gerais colocadas pelo Colégio Episcopal permaneceram sem qualquer alteração[38], demonstrando que conservação e progressão não precisam ser necessariamente opostas, mas podem dialogar e se tornar complementares.
As delegações da Região Missionária da Amazônia (REMA) e Região Missionária do Nordeste (REMNE) entenderam também que era necessário dar maior atenção aos aspectos que envolvem os direitos e a proteção da mulher e da família, sugerindo maior ênfase missionária sobre estes temas e uma metodologia diferente para o texto[39].
De acordo com Fernando César Monteiro[40], uma carta pastoral acerca da vocação pastoral e sobre o incentivo ao ministério leigo para a pregação da Palavra foi necessária para a redação final, mas de acordo com a opinião geral, a análise sobre o texto do PNM 2012-2016 teve uma boa aceitação por parte das delegações reunidas no 19º Concílio Geral da Igreja Metodista.[41]
Com cento e trinta e nove votos a favor, um contra e nenhuma abstenção, em 15 de julho de 2011, o PNM 2012-2016, consagrou-se como uma das maiores prioridades do 19º Concílio Geral da Igreja Metodista [42].
Segundo o Bispo Adriel de Souza Maia[43], a Igreja Metodista possui uma proposta evangelizadora que contempla a vida em sua totalidade e o PNM 2012-2016 contribui para orientar o avanço das ações missionárias metodistas nesta direção durante este quinquênio.[44]
O PNM 2012-2016 é uma referência teológica e uma estratégia missionária fundamentada no Plano para a Vida e a Missão da Igreja que evoca o teor do Credo Social Metodista e da Palavra de Deus em termos de valorização do ser humano, justiça e paz, fundamentos canônicos e doutrinários que caracterizam, confirmam e fortalecem a identidade Metodista e sua ação missionária no Brasil.
Além de buscar a vida cristã comunitária e pessoal, afirmando a realidade e os valores dos sacramentos, o PNM 2012-2016 aponta para a necessidade de cuidado com os pobres, necessitados e marginalizados sociais, testemunhando compromisso com a justiça e a paz da humanidade e do meio ambiente em que está inserida. [45]
O PNM 2012-2016 afirma que a Missão de Deus acontece quando a Igreja se envolve com a comunidade e se torna instrumento de proclamação do Reino de Deus à luz da Palavra em confronto com as injustiças do mundo presente, assumindo os sofrimentos e expectativas do povo brasileiro.[46]
No PNM 2012-2016 os metodistas são chamados a denunciar todas as formas de injustiça, interagindo nas causas sociais, políticas, econômicas  que causam miséria, opressão e exclusão dos seres humanos, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo como forma de libertação da pobreza, da exploração do trabalho e de toda forma de injustiça[47], resistindo todos os dias até alcançar a autonomia e a liberdade que todo ser humano tem direito de desfrutar.
Para tanto, é necessário unir forças com outras pessoas, grupos de pessoas e instituições que também trabalham para a promoção da vida, reconhecidos pelos seus “atos de piedade” (devoção e compaixão), e pelas “obras de misericórdia” (trabalho, edificação) na perspectiva do Reino de Deus[48].


Alicerces, Ênfases e Prioridades do Plano Nacional Missionário 2012-2016

O PNM 2012-2016 incorpora totalmente o PNM 2006-2011 com duas atualizações (1 e 6) e inclui oito novas bases da ação missionária metodista (2, 3, 4, 10, 12, 13, 15 e 16) num total de dezesseis bases que passaram a figurar como “alicerces missionários”.[49]
Entre os dezesseis alicerces missionários, nove são sinalizados com “prioridade” e seis com “ênfase”, sendo que três deles entram como “prioridade” e como “ênfase”, assumindo a seguinte configuração:


1. Evangelização e Expansão Missionária. [prioridade] + [ênfase]
2. Missão, Igreja e Discipulado. [ênfase]
3. Missão, Igreja e Meio ambiente. [ênfase]
4. Missão, Igreja e o Clamor do Desafio Urbano. [ênfase]
5. Missão, Identidade e Confessionalidade. [prioridade] + [ênfase]
6. Missão e Igreja Local (ministério pastoral, diaconal e leigo). [prioridade] + [ênfase]
7. Missão e Renovação da Experiência Religiosa. [prioridade]
8. Missão e Comunicação. [prioridade]
9. Missão e Educação Musical e Artística. [prioridade]
10. Missão, Culto e Liturgia.
11. Missão e Educação (cristã, teológica e secular). [prioridade]
12. Missão e Santidade.
13. Missão e Dimensão Pública (cidadania, política nacional e antidrogas).
14. Missão e Ação Social. [prioridade]
15. Missão e Escatologia.
16. Missão, Igreja e o Clamor dos Povos do Campo (agricultura familiar, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e movimentos populares da terra). [50]


Como demonstrado anteriormente, no PNM 2007-2011, a primeira base missionária é “Igreja e Missão”, mas o PNM 2012-2016 a substitui pelo alicerce “Evangelização e Expansão Missionária”, que agrega a segunda base do PNM 2007-2011 “Missão e Evangelização”, atribuindo prioridade máxima sobre o tema “Igreja e Missão” que determina a razão de ser e agir da Igreja Metodista.[51]
No PNM 2007-2011, a quarta base missionária é “Missão, Igreja e Ministério Pastoral”. O PNM 2012-2016 incorpora esta base no seu sexto alicerce “Missão e Igreja Local” que é discutido em três dimensões: Ministério Pastoral, Ministério Diaconal e Ministério Leigo, contribuindo também para a discussão da segunda ênfase “Revitalizar o carisma dos ministérios clérigo e leigo nos vários aspectos da missão”
As dez bases missionárias do PNM 2007-2011 são incorporadas no PNM 2012-2016 na condição de “prioridade”, sendo que “Igreja Local”, “Ministério Pastoral” e “Identidade e Confessionalidade” são agregadas na condição de “prioridade” e de “ênfase”, demonstrando uma preocupação da Igreja Metodista consigo mesma, isto é, com os elementos que compõe, respectivamente, sua principal instituição, seu principal ministério e sua própria identificação com o meio social.
Entre os oito novos alicerces apresentados no PNM 2012-2016, três são sinalizados com “ênfase”: Discipulado, Meio Ambiente e Desafio Urbano, revelando um comprometimento mais amplo e engajado da Igreja Metodista com as demandas e temas em pauta na sociedade e na Igreja. Por outro lado, multiplicam-se as bases de ação e amplia-se o universo missionário da Igreja Metodista e, consequentemente, a sua responsabilidade social.
No entanto, os outros cinco novos alicerces do PNM 2012-2016 “Culto e Liturgia”, “Santidade”, “Dimensão Pública”, “Escatologia” e “Clamor dos Povos do Campo” não são sinalizados com “ênfase” ou com “prioridade” para este quinquênio, abrindo oportunidade para que as ações missionárias sejam desenvolvidas segundo a realidade de cada Igreja local, o que pode onerar a comunidade ou prejudicar a noção de conexidade, já que o PNM 2012-2016 não oferece estudos, discussões ou estratégias de ação missionária sobre esses alicerces.
Ao se colocar “ênfase” ou estabelecer “prioridade” sobre um determinado alicerce, lança-se sobre ele o enfoque ou a urgência que produzirá as ações missionárias correspondentes, o que pressupõe a existência de alicerces de menor destaque e de menor urgência, causando uma falsa impressão de escala de importância entre eles. 
Quando o PNM 2012-2016 apresenta um alicerce missionário sem o enfoque promovido pela “ênfase” ou sem a urgência determinada pela “prioridade”, tem-se um alicerce missionário sem qualquer abordagem, comentário ou esclarecimento que promova estudos, discussões ou desenvolvimento de estratégias de ação missionária sobre ele.
Entre os cinco novos alicerces missionários não discutidos no PNM 2012-2016, três possuem natureza religiosa “Culto e Liturgia”, “Santidade” e “Escatologia” e seu desenvolvimento ocorre a partir da esfera eclesiásticaonde metodistas poderão cultivar seu potencial desenvolvedor e criativo, promovendo diversas ações nestas áreas.
Os outros dois alicerces compreendem temas laicos discutidos principalmente em segmentos do Estado e entre agentes e organizações da sociedade civil: “Dimensão Pública” (cidadania, política nacional e antidrogas), e “Clamor dos Povos do Campo” (agricultura familiar, quilombolas, indígenas, ribeirinhos e movimentos populares da terra).
O alicerce “Dimensão Pública” ocupa-se principalmente com assuntos que envolvem a temática da cidadania, política nacional, antidrogas, desarmamentista entre outras, constituindo-se de discussões que buscam, a priori, soluções de natureza legislativa desenvolvidas na esfera pública, onde metodistas poderão exercer influência através da criação, desenvolvimento e defesa de políticas públicas justas[52] direcionadas à redução da vulnerabilidade e desvantagem social.
O último alicerce missionário “Clamor dos Povos do Campo” relaciona-se mais diretamente ao gênero humano dependente da agricultura familiar e das lutas por terra como quilombolas, indígenas, ribeirinhos entre outras militâncias populares, que clamam sem resposta às suas reivindicações, vítimas da exploração e negação ao pleno exercício dos direitos garantidos pela Constituição Brasileira[53].
O alicerce missionário “Missão e Comunicação”, reconhecido como “imprescindível à Igreja, em sua ação missionária”[54] e “Missão e Educação Musical e Artística”, considerado um “instrumento de expressão e ação para capacitar o povo de Deus”[55], receberam maior prioridade no PNM 2012-2016 que o alicerce “Missão, Igreja e o Clamor dos Povos do Campo”, conferindo maior urgência ao desenvolvimento da técnica e do método, do que resposta ao Clamor dos Povos do Campo.
Depois da ampla discussão sobre a sexta ênfase “Clamor do Desafio Urbano”, encontramos uma frase escrita como se pouco ou nada se soubesse acerca do Clamor dos Povos do Campo: “Alertar sobre a urgente necessidade de análise dos aspectos que envolvem os Povos do Campo” [56]. Nada mais é dito sobre isso no PNM 2012-2016.
A justificativa no PNM 2012-2016 para a “ênfase” sobre o Clamor do Desafio Urbano, considerado ali como uma questão “de extrema importância”, é a informação estatística que mostra 90% (IBGE: 84,4%) da população brasileira habitando em áreas urbanas do país, gerando problemas na saúde, educação, habitação e transporte com elevação dos índices de violência e criminalidade.[57] Porventura, estes problemas não são parte integrante e a razão do Clamor dos Povos do Campo? Como se justifica a falta de ênfase sobre esse alicerce missionário? 


Conjuntura Brasileira do Campo

Os supostos 10% (IBGE 15,6%) da população brasileira que, segundo o PNM 2012-2016, habita áreas rurais do país[58], não entra na discussão do PNM 2012-2016, no entanto sofrem com os constantes conflitos por terras, grilagens, expulsão dos pequenos agricultores, assassinatos, exploração dos trabalhadores, mão de obra infantil[59], fome, sede, seca, desnutrição e morte sem poder contar com serviços (Figura 1) dignos de saúde, educação, habitação, transporte ou de qualquer presença significativa do Estado ou da Igreja[60].
Figura 1 – Mapa da Pobreza: Carência de Serviços Públicos
Fonte: Plano Brasil Sem Miséria – Governo Federal




“Plano Brasil Sem Miséria”, do Governo Federal, destaca o contingente domiciliado que se encontra atualmente na linha da extrema pobreza em 16,3 milhões de brasileiros(as). Entre essas pessoas, existem 12,3 milhões que estão domiciliadas somente no Norte e Nordeste do país, sendo que 53.4% delas encontram-se na área rural.
Como se pode constatar na Tabela 4, quase a metade da população brasileira que está na linha da extrema pobreza pertence à área rural. Contudo, como foi demonstrado, o PNM 2012-2016 não atribui ênfase, prioridade ou mesmo discussão sobre Clamor dos Povos do Campo.



Tabela 4: Mapa da Pobreza: Público rural e urbano na linha da extrema pobreza.
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Fonte: Censo IBGE 2010 (*) Domicílios particulares permanentes e ocupados




Quando se fala em situação de desvantagem ou vulnerabilidade social e processos de empobrecimento (Figura 2), não se considera grande parte da população indígena, ribeirinha e de pessoas em situação de rua porque não são pessoas domiciliadas e, portanto, não fazem parte do cadastro único, que é base de dados para a construção do mapa da pobreza[61].

Figura 2 – Mapa da Pobreza: Insuficiência de Renda
Fonte: Plano Brasil Sem Miséria – Governo Federal


As pessoas que não aparecem no mapa da pobreza simplesmente não existem para o Estado. As Igrejas e outras instituições que se baseiam unicamente em estatísticas como as do IBGE, também não as enxergam. Dessa forma, não se está deixando de enfatizar ou priorizar “cerca de” 10% (IBGE 15,6%) da população brasileira que, segundo o PNM 2012-2016, está nas áreas rurais do país[62], mas um contingente inestimável que vive na miséria à margem da sociedade sem qualquer possibilidade de participação social, ajuda ou apoio de quem quer que seja[63].
É preciso atentar para pesquisas como a de Neri[64], que constata o crescimento econômico do setor rural nos últimos anos. Seu apontamento é de natureza per-capta e se dá em termos percentuais por amostra de domicílios. Além disso, tal constatação ocorre em função da injeção de incentivos governamentais do tipo bolsa-família, portanto, refere-se aos domiciliados que, nesse expediente, não estão produzindo renda, mas recebendo renda.
O próprio Neri vê enormes dificuldades em apenas proporcionar mercado aos empobrecidos[65], obviamente porque não resolve a questão da extrema pobreza, quanto mais os não domiciliados que, em função da exclusão crônica em que se encontram, estão impossibilitados de ter acesso a esse tipo de benefício, lembrando as palavras do PNM 2012-2016:


 “Ainda que haja esforços por parte do governo, a degeneração das instituições políticas fez com que a saúde ficasse doente, a educação sem escola, o trabalho sem emprego, a habitação sem moradia e o povo sem esperança.”[66]


Simultaneamente, a falta de ênfase ou prioridade sobre o Clamor dos Povos do Campo contribui para que empreendimentos missionários metodistas como o Barco-Hospital Missionário não disponha de recursos materiais suficientes para avançar além de algumas cidades satélites de Manaus - AM, levando milhares de comunidades ribeirinhas e indígenas a esperar ainda mais pela transformação social, segurança e paz que pode ser produzida pelo Evangelho.[67]
A falta de ênfase ou prioridade sobre o Clamor dos Povos do Campo contribui para que projetos metodistas como a Missão Maruwai, no extremo norte de Roraima, não disponha de todas as condições necessárias para atender aos clamores dos indígenas macuxi no tocante à educaçãosaúdetransporte e evangelização de aldeias indígenas em seu derredor.[68]
A falta de ênfase ou prioridade sobre o Clamor dos Povos do Campo contribui para que as comunidades indígenas tukano e tukanizados como os dessana, tikuna e tuyuka dos derredores de Manaus e das vinte e três etnias do Médio e Alto Rio Negro clamem pelo ingresso ao sistema de ensino, cursos profissionalizantes que contribuam para sua empregabilidade, condições mínimas de saúde, educação, transporte, habitação e desenvolvimento da agricultura familiar.[69]
Longe de esgotar o assunto, mas finalizando estes breves exemplos, a falta de ênfase ou prioridade sobre o Clamor dos Povos do Campo contribui para que frentes missionárias metodistas como a Missão Tapeporã não alcance a amplitude necessária para influir no fim do processo de extermínio e autoextermínio dos Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul.[70]
A presença de atividades missionárias metodistas sobre todos os seus dezesseis alicerces demonstra a evolução missionária e o compromisso social e político do PNM 2012-2016, porém a falta de ênfase ou prioridade sobre o Clamor dos Povos do Campo é um fator amplamente negativo que denuncia a falta de planejamento missionário e engajamento na promoção da paz e da justiça social.
O PNM 2012-2016 orientará as ações missionárias de clérigos, leigos e comunidades metodistas durante estes anos, período durante o qual o avanço missionário sobre o Clamor dos Povos do Campo deve ocorrer na mesma medida que o é em relação ao Clamor do Desafio Urbano, a fim de que a Igreja Metodista não incorra no erro de reafirmar a injustiça.
A prática missionária metodista acontece quando uma pessoa, grupo de pessoas, Igrejas ou instituições operam de acordo com a Palavra de Deus, seguindo Sua orientação e honrando Seu nome, através da busca diligente da promoção da vida, humanização do trabalho, direito ao uso da terra, habitação, alimentação, saúde, educação, participação política, expressão cultural e artística, preservação do meio ambiente, proteção da família, vida comunitária, lazer e justiça aos excluídos em comunhão com Deus e com o próximo na perspectiva do Evangelho de Jesus Cristo.[71]


Conclusão

O artigo procurou demonstrar que todas as bases de ação missionária elencadas no PN 2002-2006 são incorporadas pelo PNM 2007-2011 e pelo PNM 2012-2016 com várias atualizações, expansões e inclusões, reafirmando a fidelidade da Igreja Metodista aos compromissos assumidos e ampliando suas bases de ação missionária e, consequentemente, sua responsabilidade com o meio social.
Procurou-se demonstrar que este expediente abriu espaço para a discussão sobre se as ações missionárias metodistas produziram ou não o resultado qualitativo necessário face ao quantitativo e se reduziram ou não sua demanda missionária correspondente na primeira década do século XXI.
Procurou-se enfatizar que o compromisso político-social da Igreja Metodista expresso no PNM 2012-2016 é algo notável na história de sua evolução missionária no Brasil. Contudo, não deixou de apontar-se o fato de que a afirmação de tal compromisso garanta o cumprimento do chamado e vocação da Igreja Metodista do Brasil.
Destacou-se a urgente necessidade de envolvimento e comprometimento de todo o Povo Chamado Metodista, especialmente no que se refere ao socorro a seres humanos negligenciados pelo Estado e pela Igreja, lembrando que falta de ênfase ou prioridade sobre realidades como o Clamor dos Povos do Campo corresponde à negação de incentivos humanos, materiais e espirituais, impactando diretamente sobre a responsabilidade cristã de cada metodista.
Conclui-se, afirmando que zelo evangelizador, ministério pastoral e leigo, discipulado, meio ambiente e urbanidade, missão, identidade, confessionalidade, confissão de fé, igreja local, experiência religiosa, comunicação, educação, música, artes e ação social só terão sentido pleno quando organizados integralmente para produzir resposta ao Clamor dos Povos do Campo, assim como ao Clamor do Desafio Urbano, isto é, ao Clamor da Humanidade como um Todo, pois mais importante do que ser conhecido na história como um Povo Chamado Metodista é ser eternamente lembrado como um Povo que Cumpriu sua Missão.


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[1] Bacharel em Teologia pela Faculdade de Teologia da Igreja Metodista (FaTeo) – Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Turma de 2012. E-mail: marcio.mrocha@hotmail.com
[2] O Colégio Episcopal da Igreja Metodista atualmente é formado por sete bispos e uma bispa presidentes das oito Regiões Eclesiásticas do Brasil.
[3] Documento aprovado pelo 19º Concílio Geral e entregue pelo Colégio Episcopal e pela Cogeam à Igreja Metodista e que tem por finalidade nortear as ações missionárias da igreja durante o período de 2012 a 2016.
[4] O Plano Nacional é um documento que dá as diretrizes para o trabalho da Igreja Metodista durante um período de cinco anos. É resultado das avaliações, estudos e debates realizados durante os Concílios Gerais da Igreja Metodista. O PNM 2012-2016 foi aprovado pelo 19º Concílio Geral em julho de 2011 em Brasília - DF. (www.metodista.org.br).
[5] RIBEIRO, Cláudio de O. O Plano para a Vida e a Missão Morreu? Reflexões sobre a ação evangelizadora e os desafios missionários da Igreja Metodista em terras brasileiras. Revista Caminhando, São Paulo, vol. 12, n. 20, jul-dez 2007. p. 72.
[6] Movimento de teologia política, que inclui interpretações sobre os ensinamentos de Jesus Cristo em termos de libertação das injustiças econômicas, políticas ou sociais cometidas, principalmente, contra os mais pobres.
[7] RIBEIRO, op. cit., p. 69-84.
[8] Ibidem, p. 73.
[9] SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA. Relatório do Colégio Episcopal ao 18º Concílio Geral. 1ª Edição, Junho 2006, p. 27.
[10] Idem
[11] RIBEIRO, op. cit., p. 73.
[12] O primeiro nome do Credo Social Metodista era “A Igreja e os Problemas Sociais”. Foi publicado em 1908, por decisão do Concílio Geral da Igreja Metodista Episcopal, nos Estados Unidos, portanto, quarenta anos antes da Declaração Universal dos Direitos Humanos (www.metodista.br).
[13] RIBEIRO, op. cit., p. 78.
[14] Núcleo de Educação em direitos Humanos. Credo Social. Faculdade de Humanidades e Direito. (Universidade Metodista de São Paulo). Disponível em: . Acesso em: 17/11/2012.
[15] RIBEIRO, op. cit., p. 78.
[16] COLÉGIO EPISCOPAL DA IGREJA METODISTA. Sede Nacional. Plano Nacional Missionário 2012-2016. São Paulo, 2011. p. 64, 68.
[17] Ibidem, p. 74 e 81.
[18] Atualmente, alguns grupos metodistas empreendem esforços e articulam diálogos junto ao Colégio Episcopal da Igreja Metodista, objetivando recuperar e repopularizar documentos ligados a ação missionária indigenista, a questões da terra, do ecumenismo e da realidade carcerária (Grupo Metodista Confessante)
[19] Pastor Metodista, teólogo, graduado em Teologia pelo Seminário Metodista César Dacorso Filho (1985). Mestre (1994) e Doutor (2000) em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (www.metodista.br).
[20] O neoliberalismo econômico é uma doutrina econômica que defende a filosofia do “livre mercado”, em que se anuncia um comércio com plena autonomia de mercado já alega poder oferecer garantias seguras para o desenvolvimento da economia e da sociedade em qualquer país onde for adotado com uma participação mínima do Estado.
[21] RIBEIRO, op. cit., p. 82.
[22] Idem.
[23] COLÉGIO EPISCOPAL DA IGREJA METODISTA. Sede Nacional. Plano Nacional: Objetivos e Metas. (Biblioteca Vida e Missão, nº 12). São Paulo, 2002. 2ª ed., p. 5.
[24] Ibidem, p. 4.
[25] Ibidem, p. 6.
[26] SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA. Relatório do Colégio Episcopal ao 18º Concílio Geral. 1ª Edição, Junho 2006, p. 39
[27] Id. Sede Nacional. Plano Nacional Missionário 2007-2012. (Biblioteca Vida e Missão, nº 13). São Paulo, 2007. p. 05.
[28] Idem.
[29] Ibidem, p. 19.
[30] Idem.
[31] Ibidem, p. 9.
[32] Id. Plano Nacional Missionário 2007-2012. (Biblioteca Vida e Missão, nº 13). São Paulo, 2007. p. 19
[33] Idem.
[34] SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA. Relatório do Colégio Episcopal ao 19º Concílio Geral. 1ª Edição, Julho 2011, p. 22
[35] Igreja Metodista 1ªRE. Decisões Institucionais. Bispo Lockmann proíbe criação de novas instituições metodistas de ação social na I Região Eclesiástica. Disponível em: http://www.metodistavilaisabel.org.br/paginicial/noticia.asp?Numero=1228 Acesso em: 27/11/2012.
[36] RAMIRO, Marcelo. 19º Concílio Geral: um marco para a Igreja Metodista no Brasil. Expositor Cristão, São Paulo, agosto 2011. ano 125, nº 08, Concílio Geral, p. 4.
[37] Delegado leigo da Terceira Região Eclesiástica da Igreja Metodista.
[38] SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA. Texto do Plano Nacional Missionário é aprovado no Concílio Geral. op. cit.
[39] Id. Plano Nacional Missionário é elogiado pelas delegações. Rede Metodista de Comunicação. Disponível em: http://www.metodista.org.br/conteudo.xhtml?c=11004 Acesso em: 16/11/2012.
[40] Delegado da Sexta Região Eclesiástica da Igreja Metodista.
[41] Id. Plano Nacional Missionário é elogiado pelas delegações.
[42] SEDE NACIONAL DA IGREJA METODISTA. Texto do Plano Nacional Missionário é aprovado no Concílio Geral. Rede Metodista de Comunicação. Disponível em: http://www.metodista.org.br/conteudo.xhtml?c=11017 Acesso em: 16/11/2012.
[43] Bispo da Terceira Região Eclesiástica da Igreja Metodista.
[44] RAMIRO, Marcelo. 19º Concílio Geral: um marco para a Igreja Metodista no Brasil. Expositor Cristão, São Paulo, agosto 2011, ano 125, nº 08, Concílio Geral, p. 4
[45] Ibidem, p. 13, 17, 18, 20, 27, 32, 34, 50, 51, 69, 70, 71.
[46] Ibidem, p. 51, 77, 84.
[47] Ibidem, p. 29, 71.
[48] Ibidem, p. 19, 32, 35, 43, 61, 69, 70, 77.
[49] Id. Plano Nacional Missionário 2012-2016. São Paulo, 2011. p. 5, 6 e 12.
[50] Idem.
[51] Ibidem, p. 15.
[52] Id. Cânones da Igreja Metodista 2012-2016. Piracicaba: Equilíbrio, 2012. p. 55.
[53] Ibidem, p. 54.
[54] Id. Plano Nacional Missionário 2012-2016. São Paulo, 2011. p. 46.
[55] Ibidem. p. 51
[56] Ibidem. p. 31.
[57] Ibidem. p. 29.
[58] Idem.
[59] FRANCISCO, Wagner de C. Os problemas sociais no campo brasileiro. Disponível em: http://www.brasilescola.com/brasil/os-problemas-sociais-no-campo-brasileiro.htm Acesso em: 20/11/2012.
[60] TAFFAREL, Celi Zulke. Esporte e Movimentos de Luta Social no Campo. (Professora Dra. Titular LEPEL/FACED/UFBA). Disponível em: http://www.rascunhodigital.faced.ufba.br/ver.php?idtexto=921 Acesso em: 20/11/2012.
[61] MORI, Tábata. “Brasil sem miséria. Qual o papel da Igreja?” Rede Evangélica Nacional de Ação Social (Goiás). Disponível em: http://renas.org.br/2011/09/26/brasil-sem-miseria-qual-o-papel-da-Igreja/ Acesso em: 12.08.2012
[62] Idem.
[63] BIANCHINI, Valter. O Programa Brasil Sem Miséria e a Agricultura Familiar. DESER - Departamento de Estudos Socioeconômicos Rurais. Conjuntura Agrícola, Brasil sem Miséria. p. 9.
[64] NERI, Marcelo Cortes. bacharel, mestre (PUC-Rio) e doutor em economia (Princeton University- USA), atual chefe do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia da FGV e atual presidente do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (pt.wikipedia.org).
[65] WEISSHEIMER, Marco Aurélio. Renda cresce mais nas áreas pobres rurais.  Carta Maior. Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21299 Acesso em: 23/11/2012.
[66] Id. Plano Nacional Missionário 2012-2016. São Paulo, 2011. p. 09
[67] PROJETO MISSIONÁRIO MISSÃO AMAZÔNIA. MIBdesign. Coordenação: Augusto Cárdias, Manaus: Igreja Metodista, 14/07/12. 5:27min, vídeo sonoro, Disponível em: http://youtu.be/6qMzFAiZ_YI Acesso em: 20/11/2012.
[68] PROJETO LUZ E VIDA MISSÃO AMAZÔNIA. [produção pessoal]. Márcio Monteiro Rocha, São Bernardo do Campo, 07/05/12, 5:00min, vídeo sonoro, Disponível em: http://projetoluzevidamissaoamazonia.blogspot.com.br/search/label/Aldeia%20Maruwai Acesso em: 20/11/2012
[69] BERNO, Alfredo W. de A., SANTOS, Glademir Sales dos. (Orgs). Estigmatização e território: mapeamento situacional dos indígenas em Manaus. Amazonas: UFAM, 2009.
[70] INSTITUTO HUMANITAS UNISINOS. Kaiowá Guarani - Decretos de extermínio. Disponível em: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/514456-kaiowa-guarani-decretos-de-exterminio Acesso em: 20/11/2012
[71] Ibidem. p. 25, 27, 29, 76, 80.



Veja também:
O Futuro que Nós Queremos: http://www.youtube.com/watch?v=_DjmI13121U

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